sexta-feira, 25 de maio de 2012

FIQUE MAIS SAUDÁVEL COM A MEDITAÇÃO



Pesquisas apontam que a meditação diminui os níveis de stress e ansiedade e pode até diminuir o uso de medicamentos em pacientes crônicos

O corpo sofre com o stress do dia-a-dia e a meditação entra no jogo para amenizar essa dor.

Quem medita ganha qualidade de vida, se eleva espiritualmente, tende a se tornar uma pessoa mais calma, paciente, bem-humorada e amorosa. Além disso, aumenta a energia vital e o bem-estar físico. Sua prática ajuda a abrir o coração para os outros, despertando a compaixão que trazemos dentro de nós.

No mundo em que vivemos, estamos sempre em atividade. Mesmo nos momentos de lazer, enfrentamos trânsito, filas no cinema... Quando se fala em atividade mental, então, o ritmo é frenético. Não é à toa que a maioria de nós está sempre ansiosa, tensa, angustiada.

Palavra dos médicos:

O principal benefício da meditação é levar a pessoa a se centrar em seu próprio eixo. Os cientistas estão descobrindo que apaziguar a mente é o melhor remédio para combater o estresse e outros males de nossos dias, como hipertensão e obesidade.

O cardiologista Herbert Benson, da Universidade de Harvard, um dos maiores pesquisadores americanos sobre o poder da meditação na saúde do indivíduo, afirma no livro Medicina Espiritual (ed. Campus) que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas soubessem usar a mente para combater as tensões.

O doutor Benson e outros pesquisadores analisaram pressão arterial, batimentos cardíacos, temperatura da pele e ritmo cerebral de alguns meditadores e constataram: enquanto medita, a pessoa consome 17% menos oxigênio e seu ritmo cardíaco cai dos habituais 60 bpm (a média de uma pessoa adulta em repouso) para apenas 3.

Eles descobriram também que durante a meditação o ritmo sanguíneo diminui em todas as regiões do cérebro, aumentando no sistema límbico, área que responde por nossas emoções, pela memória e pelos ritmos do coração e da respiração. Nas últimas duas décadas, na Clínica de Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts, nos EUA, foram monitorados 14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica e complicações gástricas.

Pesquisas ali realizadas revelam que, quando submetidos a sessões de meditação, esses pacientes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésicos. Meditando, eles alteraram o foco de sua atenção e assim deixaram de sentir o medo de vir a ter dor, uma sensação que antecipa e aumenta a própria dor.

Segundo os estudiosos da Clínica de Redução de Estresse, as queixas de dor caíram 40% em média, porque boa parte da dor é psicológica, nasce exatamente do medo de sentir dor.

Por essas e outras, a meditação tem recomendação terapêutica em casos de fibromialgia (dores nos músculos e nas articulações), fobias e compulsões no hospital da Unifesp, em São Paulo. Lá, pacientes deprimidos e ansiosos que meditaram durante três meses sob a orientação de instrutores indianos tiveram melhora em sua agilidade mental e motora.

Adrenalina na dose certa
Segundo estudiosos das universidades americanas Columbia e Stanford, a meditação atua sobre o estresse porque, quando a mente se aquieta, a produção de adrenalina e cortisol (hormônios liberados em situações de estresse) é inibida, enquanto a de endorfina (um tranquilizante e analgésico natural tão poderoso quanto a morfina) é estimulada.

Você quer mesmo meditar?
O futuro meditador precisa estar preparado: além de exigir força de vontade -, a prática da meditação nos coloca em contato com nossa própria realidade ...]

Sem expectativas
Muitos que começam a meditar acabam desistindo. Explica-se: o meditador às vezes tem a impressão de que não sai do lugar (e não sai mesmo! Meditar não leva ninguém a lugar nenhum...).

Entregue-se à meditação sabendo que essa experiência é muito pessoal e deve ser realizada seguindo os critérios que você próprio estabelecer. Não espere nenhuma transformação radical: novos hábitos levam ao abandono de outros antigos, o que nunca é fácil. Dificuldades fazem parte do processo. Um dia, quando se der conta, já será outra pessoa, muito mais inteira e feliz.

Publicado em: REVISTA BONS FLUIDOS - 26/03/2011 - (veja a matéria completa na revista).

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Meditação Transcendental e Física Quântica

(Amit Goswami)


Para as leis da física quântica a realidade é uma possibilidade da nossa consciência. “Consciência não é mente; consciência é o fundamento de todo ser, o fundamento tanto da matéria quanto da mente. Matéria e mente são ambas possibilidades da consciência” (Amit Goswami – O médico quântico).

O campo da consciência nos dá a possibilidade de experimentar o mundo com outros olhos, a partir do ponto de observador – ser integral, não mais aquele que se identifica com as emoções, pensamentos e vivências externas.

A meditação é o principal instrumento para experimentar essa nova possibilidade, a possibilidade de viver a partir da consciência e não dos desejos da mente e do estresse do mundo. 

Amit Goswami e uma breve explicação sobre a física quântica: http://www.youtube.com/watch?v=zFIyEKCe7Kg&feature=player_embedded

Uma técnica simples, como a MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL, pode lhe proporcionar mudanças significativas na compreensão do ser e da realidade – lhe orientando à um campo de experiência da consciência - onde a felicidade é inerente das vontades do ser humano.

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Meditação é o remédio

Médicos e praticantes contam como a meditação pode ajudar a prevenir doenças e até curar outras através do treinamento mental – isto porque essa técnica provoca mudanças no organismo.

“Meditar é a mesma coisa que ir a um spa e ficar relaxando”. Se você pensa assim, não está distante do senso comum, mas pode estar perdendo a oportunidade de experimentar os benefícios da meditação. Técnica tradicional no Oriente, a meditação é objeto de estudo entre especialistas ocidentais há décadas. Aos poucos, vem ganhando adeptos no Brasil e seus benefícios já são detectados até mesmo em experiências clínicas.
Ricardo Zanardi Ramalho é médico da família e clínico geral em São Paulo. Há seis meses, vem aplicando, em Unidades Básicas de Saúde da cidade, técnicas de meditação para grupos da terceira idade, dependentes químicos e pessoas com transtorno de ansiedade, depressão e estresse. Alongamentos, exercícios leves, e de concentração e respiração completam o tratamento. Os resultados ainda não são rigorosamente científicos, mas Ramalho conta que, ao fim da prática, os pacientes apresentavam melhorias: muitos tinham a pressão arterial reduzida, alguns portadores de distúrbios do sono relataram grande melhora e deixaram de usar medicações controladas. “A meditação envolve desenvolvimento cerebral e provoca mudanças estruturais no cérebro”.
Essas mudanças observadas pelo médico vêm sendo detectadas em estudos científicos há várias décadas. Desde meados dos anos 1970, o médico Herbert Benson publica livros e artigos científicos sobre o tema. Hoje, além de professor da Faculdade de Medicina de Harvard, é diretor do Instituto Benson-Henri (BHI), do Hospital Geral de Massachusetts, que investiga a interação mente/corpo por meio de preceitos da medicina, ou o que ele chama de relaxation response (resposta de relaxamento). Benson, sua equipe e inúmeros cientistas mundo afora já conseguiram provar que meditar diminui o metabolismo, os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração, provoca relaxamento muscular e sensação de bem-estar, reduz a pressão sanguínea e aumenta a temperatura corporal periférica. Este último reflexo, dizem os especialistas, seria a razão de os monges budistas não sentirem frio mesmo em baixas temperaturas.
A ciência provou até que quem medita por um longo período pode sentir menos dor do que aqueles que não meditam. Um grupo da Universidade de Montreal publicou um trabalho, há quatro meses, mostrando por meio de imagens de ressonância magnética, como o cérebro de quem medita reage a estímulos de dor. Embora o praticante conheça a dor, ela não é processada na parte do cérebro responsável por avaliar, raciocinar e memorizar informações. "Achamos que quem medita sente as sensações, mas encurta o processo, impedindo a interpretação dos estímulos dolorosos”, diz o principal autor do trabalho, Pierre Rainville. É como se quem medita desligasse certas áreas do cérebro receptivas da dor, mesmo experimentando-a.
Para os budistas, há uma fórmula subjetiva para essa explicação científica da dor. Em recente visita ao Brasil, na qual palestrou sobre meditação para especialistas e leigos na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, uma das mais respeitados do país, o monge Bhante Yogavacara Rahula, do monastério Bhavana Forest, nos Estados Unidos, explicou que sofrimento = dor x resistência. A fórmula significa que quanto mais resistência você oferece à dor, mais você se apega a ela, causando mais sofrimento. Em caso de resistência zero, o sofrimento decorrente da dor é nulo. Uma mente bem treinada faz com que você não dê tanto peso às intempéries, e isso o afasta daquilo que é ruim. “O segredo é não lutar contra as realidades da vida, contra a impermanência”, afirma Rahula. “Dor é dada, sofrimento é opcional”, diz.
Rafael Ortiz, ortopedista do Hospital das Clínicas, explica. "Toda experiência cognitiva surge por um tempo e desaparece. Só que as nossas lembranças fazem com que o Sistema Nervoso Central continue reverberando aquela sensação já experimentada por meio de estímulos nervosos”, afirma. Por exemplo: se você estiver de olhos fechados e sentir algo tocando sua bochecha, pode concluir várias coisas. Se acontecer no meio de uma floresta, e sentir medo, pode achar que é uma aranha. Se estiver com o namorado, que se trata da mão dele. “A experiência adquirida muda como você interpreta as sensações”, diz. A intenção da meditação é fazer com que as pessoas se desapeguem dessas memórias e, com isso, consigam se livrar da dor rapidamente.
Ortiz começou a meditar há nove anos mais por uma busca existencial do que por problemas de saúde. Hoje diz que os benefícios da meditação Vipassana – a que ele pratica e uma das várias técnicas existentes – são inúmeros. Antes, o médico tinha muita dificuldade para respirar com o nariz por conta de uma má formação do palato e por crises de rinite – agora não mais. Ele também sofria de asma e tomava muitos remédios, abandonados atualmente. Quando criança, era avaliado como se tivesse transtorno de déficit de atenção. “Eu me tornei uma pessoa mais calma nos últimos anos. E, sem dúvida, tem a ver com a meditação”, afirma. Segundo Ortiz, as pessoas confundem felicidade com excitação. Depois da meditação, ele descobriu que a felicidade está ligada à paz e à tranquilidade.
No budismo, a sensação de paz interior tem a ver com a clareza mental que a técnica permite aos praticantes. Segundo os ensinamentos de Buda, o sofrimento humano é decorrência de um tripé: cobiça (desejar além do necessário para satisfazer prazeres e vícios), raiva (o apego estimula a raiva, a vingança e a violência) e ignorância (não conhecer a interação corpo/mente). Desapegado desses sentimentos, prossegue a teoria, o homem consegue manter um afastamento sadio das situações para tomar atitudes mais bem pensadas, justas. A meditação, por meio de transformações fisiológicas, teria a função de fazer com que o praticante alcance uma capacidade cognitiva acima da média e experimente a vida com menos agressividade, com menor resposta ao estresse.
Em casos em que não a doença não pode ser curada, a meditação pode ser usada como recurso terapêutico a quem não responde bem a tratamentos convencionais, ou em conjunto com eles.
A calma produzida pela meditação foi explicada cientificamente em 2009, por pesquisadores ligados ao Hospital Geral de Massachusetts. Eles analisaram a densidade da massa cinzenta em uma área do cérebro chamada amígdala (que nada tem a ver com a amígdala da garganta), reguladora da resposta ao estresse, como liberação de hormônios, aumento da pressão sanguínea e expressão facial de medo. Os participantes relataram altos níveis de estresse no mês anterior ao experimento. Depois de oito semanas de práticas como meditação, yoga e vivências em grupo, todos os participantes relataram uma significante redução do estresse. E, quanto maior a diminuição do estresse experimentada, maior a diminuição da densidade da amígdala direita. Isso significa, também, que essa parte do cérebro modela o comportamento inicial de percepção automática do estresse (como xingar o motorista do carro da frente que te deu uma fechada). Se a densidade da amígdala diminui, esse tipo de resposta ao estresse será menos frequente.
Em janeiro deste ano, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison publicaram um artigo dizendo que a resposta automática ao estresse até então conhecida – aquela que aumenta os níveis de adrenalina, faz você correr ou gritar em situações de perigo, o chamado “instinto de sobrevivência” – confunde o cérebro. Essa resposta pode romper com a habilidade de pensar claramente e tomar decisões complexas. Já o praticante de meditação fica menos alerta diante de um estímulo de estresse, mas com maior capacidade de tomar decisões estratégicas.
Obviamente essas mudanças nas tomadas de decisões surtem efeitos sobre o estado psicológico do indivíduo. Segundo um trabalho do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá, publicado no Archives of General Psychiatry em dezembro de 2010, a meditação oferece a mesma proteção que antidepressivos contra recaídas. Durante 18 meses após uma crise e posterior melhora, pacientes que foram tratados com remédios tiveram o mesmo índice de recaída que aqueles tratados apenas com meditação. Há, nessa descoberta, duas boas notícias: 1) os pacientes costumam parar de tomar remédios por conta dos efeitos colaterais, mas ninguém para de meditar, e, 2) meditar não gera despesa financeira.

Fonte: Revista Época


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estresse afeta milhões no país



Os brasileiros já ocupam o segundo lugar no ranking dos mais estressados do mundo, atrás apenas dos japoneses. Segundo pesquisas da International Stress Management Association (ISMA), 70% da população economicamente ativa do país sofre de males diretamente ligados ao estresse, sendo as mulheres as mais atingidas.
O mal é uma resposta do organismo a situações de cansaço excessivo ou pressão exagerada, caracterizado por sintomas como ansiedade, baixa imunidade, insônia e excesso ou falta de apetite, entre outros. “O processo de estresse envolve três fatores preponderantes: a capacidade de pensar nos seus próprios medos e transformá-los em uma situação desgastante; o excesso de informações, muitas vezes incompatível com a capacidade de assimilação da mente; e a falta de pausas no dia a dia. Tudo isso tende a causar um desgaste muito grande do organismo. Aprender a controlar essa tensão é mais do que necessário para uma vida sadia e tranquila”, explica Roberto Cardoso, doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Programa de Medicina Comportamental do Femme – Laboratório da Mulher.
O médico, que também é autor do livro Medicina e Meditação, relaciona pequenos hábitos que contribuem para diminuir a carga diária de estresse. Entre eles estão dormir e comer melhor, se exercitar mais, gerenciar melhor a vida, ter mais lazer, fazer mais pausas durante o dia, além de intervenções comportamentais como terapia, meditação, relaxamento e técnicas de respiração.
O Núcleo de Medicina e Práticas Integrativas (Nemepi), da Unifesp, e o Femme – Laboratório da Mulher são algumas das instituições que oferecem programas destinados à prevenção e ao tratamento do estresse. Mas pode-se recorrer ainda aos chamados tratamentos alternativos, que envolvem massagens, acupuntura e meditação, entre outras técnicas que visam ao relaxamento.
Matéria Publicada na Folha de São Paulo, 07/04/2012.
Para minimizar o estresse e melhorar a saúde é necessário a inclusão de práticas que proporcionem relaxamento, bem estar e autoconhecimento.
Uma simples maneira de restaurar a saúde e sua qualidade de vida é incluindo no seu dia a dia a MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL – Técnica simples que pode transformar sua experiência de saúde e felicidade.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

MEDITAR: A CIÊNCIA DESCOBRE OS BENEFÍCIOS


A vantagem da meditação para o equilíbrio físico e mental sempre foi difundida pelas filosofias orientais. Mas nunca, como ultimamente, tantas áreas da saúde têm comprovado (e incorporado) sua eficácia.

Por Stella Galvão

Do latim meditare, que significa desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si, a meditação está gradativamente se transformando na nova queridinha da medicina. De acordo com estudos recentes, realizados nos quatro cantos do planeta, a prática meditativa pode até alterar a fisiologia do organismo. Isso significa prevenir e combater a ansiedade, a depressão e uma série de outros males, como a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, os sintomas da temida tensão pré-menstrual, além de ajudar dependentes de drogas a largar o vício, incluindo a nicotina. Não faltam avais de governos. No começo de 2006, o equivalente norte-americano do Ministério da Saúde (NIH) reconheceu a meditação como um recurso terapêutico a ser incorporado à medicina convencional. Em maio daquele ano, foi a vez do órgão brasileiro baixar uma VIVERBEM Meditar portaria, autorizando a adoção da prática meditativa em postos de saúde e hospitais públicos

Melhora a atenção

As pesquisas com grupos de controle (medita/não medita), além de serem cada vez mais comuns em todo o mundo, têm contribuído cientificamente para a comprovação dos benefícios da prática, dados estes registrados desde a antiguidade. A última delas foi publicada pela prestigiada revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, na segunda semana de outubro. Segundo pesquisadores do Laboratório de Corpo e Mente da Universidade Dalian, China, uma análise demonstrou que um grupo de 40 estudantes, que meditava 20 minutos diariamente, apresentava um menor nível de estresse, melhora da atenção e do desempenho cognitivo e emocional, em comparação com igual número de estudantes que não desligou o 'piloto automático', forma de se referir à desconexão momentânea do turbilhão de pensamentos com que convive um ser humano acordado. Uma das conclusões do estudo foi que existe uma relação entre a meditação e o bom desempenho de tarefas que requerem atenção.

O QUE É O SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

É a área do sistema nervoso que controla as ações involuntárias, isto é, funciona independente da nossa vontade, como a contração das musculaturas lisa e cardíaca. Esta área se subdivide em sistema simpático e parassimpático. O simpático estimula ações que mobilizam energia, ajudando o organismo a responder a situações de estresse, por exemplo. É responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, concentração do açúcar no sangue... O sistema parassimpático funcionaria no sentido contrário, como que para 'compensar' os excessos do simpático, reduzindo o ritmo cardíaco, a pressão arterial...

 Função antiestresse

"Meditar reequilibra o sistema nervoso autonômico (ou autônomo - veja quadro Sistema Nervoso Autônomo), fazendo com que os circuitos de relaxamento predominem, e os circuitos de estresse só sejam acionados em situações de real necessidade", explica a neurologista Denise Menezes, professora do departamento de Psicologia do Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pesquisadora em Medicina Mente-Corpo da instituição. Quando excessivamente ativados, por exemplo, pela correria da vida nas grandes cidades, os circuitos de estresse - ativados pelo sistema nervoso simpático - aumentam a predisposição genética a doenças. "É a redução da atividade do sistema simpático e, em contrapartida, a maior ativação do parassimpático que vai dar a sensação de relaxamento e bem-estar proporcionada pela meditação", confirma Elisa Harumi Kozasa, doutora em psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental da faculdade, a mais destacada instituição brasileira a investigar os efeitos psicobiológicos favoráveis da meditação.

Reações e pensamentos

Pode parecer contraditório que uma atividade que produz relaxamento também ajude a melhorar a atenção, mas a explicação é também fisiológica, de acordo com Kozasa: "a meditação, conforme demonstrado em vários estudos por meio da avaliação por imagens durante as sessões, ativa regiões do cérebro ligadas à atenção, como o córtex pré-frontal". A psicóloga Júnia Ferreira, também do Departamento de Medicina Comportamental da Unifesp, acrescenta outro aspecto. "O que se busca é centrar mente e corpo e um maior equilíbrio desse foco em si mesmo". Significa que, apesar de alcançar o que os especialistas chamam de estado alterado de consciência, quem medita alcança uma maior percepção do próprio corpo e, no limite, aprende a lidar melhor com as próprias reações e pensamentos. Essa "consciência do corpo" pode chegar ao ponto, afirma a psicóloga, de a própria pessoa que está meditando escutar seus batimentos cardíacos e perceber a contração dos próprios músculos e de sua respiração.

"A MEDITAÇÃO É ENCARADA HOJE COMO UMA DAS MAIS POTENTES PRÁTICAS CAPAZES DE PROMOVER A EXPANSÃO DA ATIVIDADE CEREBRAL"

Memória, atenção, decisões

"A atenção focada num determinado ponto é uma das premissas para obtermos resultados eficazes durante uma sessão meditativa", diz Kozasa. Funcionaria como uma poderosa ginástica para o cérebro, o que já foi demonstrado por uma pesquisa que se tornou um clássico nessa área.
Há dois anos, a pesquisadora norte- americana Sara Lazar, doutora em biologia molecular pela prestigiada Universidade de Harvard, publicou um estudo de imagens, demonstrando que algumas áreas do córtex cerebral apresentavam-se alteradas em adeptos de um tipo de meditação conhecida como mindfulness, ou atenção plena, uma técnica que se tornou bem popular nos Estados Unidos.

"O estudo mostrou que as áreas relativas à memória, como as de atenção e tomada de decisões, são mais espessas anatomicamente nos que praticam a meditação", relata Kozasa, cuja tese de doutorado na Unifesp constatou os efeitos positivos da meditação e da respiração na ioga para casos de ansiedade, depressão e desatenção. Os mais entusiasmados especulam sobre a possibilidade de a prática conseguir retardar a atrofia de certas áreas cerebrais relacionadas à idade, mas a pesquisadora prefere a cautela: são necessárias mais pesquisas para confirmar os dados obtidos até aqui.

"A TÉCNICA JÁ FOI INCORPORADA POR MUITOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE, INCLUSIVE EM SÃO PAULO. ISTO É, NÃO SE TRATA MAIS DE ALGO EXCEPCIONAL".

Muitas técnicas

Para meditar, uma pessoa não precisa necessariamente sentar em posição de iogue, com as pernas cruzadas, olhos fechados e atitude interiormente contemplativa. Há tantas técnicas, como opções musicais para acompanhar essa sessão de auto-transporte. Menezes, a neurologista, dá dicas preciosas para meditadores de primeira viagem: "recolha-se em uma posição confortável (não relaxada, pois não é para dormir) e foque sua atenção em uma imagem (real ou mental) e, sempre que perceber que está divagando sobre outras coisas, afaste do pensamento essa outra coisa e volte a focar o objeto escolhido. Faça isso quantas vezes for necessário. Se você tentar meditar por 10 minutos e achar que só conseguiu focar a atenção por poucos segundos, acredite, você já meditou!"

A respiração é um elemento chave na meditação, segundo a psicóloga Ferreira. Um dos caminhos possíveis para aqueles que nunca adentraram nesse terreno, diz ela, é começar pela ioga, para aprender técnicas de respiração e adquirir a chamada consciência corporal. A persistência também é muito importante para se alcançar os benefícios neurofisiológicos e chegar ao ponto de meditar livremente. Neste estágio, diz Ferreira, "há a perfeita compreensão de que não pensar em nada é não pensar em nada mesmo".
Outra dúvida dos não iniciados é quanto tempo meditar. "O primeiro passo consiste em estabelecer um momento, todos os dias, para a prática", sugere o obstetra e estudioso Roberto Cardoso. Para quem está começando, bastam 15 a 20 minutos, marcados pelo tempo de uma música utilizada, ou pelo toque de um relógio.
A meditação é incorporada hoje na nossa rotina como promoção, manutenção e cuidado com a saúde física e mental.
Fonte: Revista Viva Saúde
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aumente seu autocontrole com técnicas de meditação

por Juliana Vines, São Paulo

No instante de fúria, tudo parece conspirar para que você pule no pescoço de alguém: o coração dispara, as pupilas se dilatam, os músculos recebem mais sangue e se preparam para o ataque.
Seria um combate feroz se não fosse seu próprio cérebro, que, sem você contar até dez, se lembra das prováveis consequências do embate.

É fácil concluir que não existe vida social sem autocontrole. A ciência provou e já deu até o endereço de onde fica a regulação das emoções no cérebro. A boa notícia é que as últimas descobertas dão esperanças aos mais impulsivos: com treino, dá para melhorar o controle emocional.

Elisa Harumi Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, é uma das autoras de um estudo recém-publicado na revista internacional "NeuroImage". A pesquisa comparou o desempenho de pessoas que meditam com o de quem não medita em uma atividade que exige controle de impulsos. Saiu-se melhor quem meditava.

"O treinamento em meditação modifica as áreas cerebrais. O córtex fica mais espesso em partes relacionadas à atenção, à tomada de decisões e ao controle de impulsos", explica.

Além de meditação, os treinamentos para autocontrole envolvem terapia comportamental e técnicas de reconhecimento facial de emoções. A ideia não é aprender a engolir sapos ou a forjar um pensamento positivo. "Suprimir a raiva ou o estresse é 'autoilusão', não autocontrole. É preciso entender o que causa o impulso, não rejeitá-lo", diz José Roberto Leite, psicólogo e pesquisador da Unifesp.
Emoções são respostas do organismo a estímulos internos ou externos. O que determina o tamanho do pavio da pessoa ou o quanto ela é ansiosa não é só "gênio".

"Há um papel da genética, mas a influência do ambiente e do comportamento é grande. Quem vive em ambientes com pessoas ansiosas tem mais tendência a ser ansioso", explica Kozasa.
Sentir raiva ou nojo, duas emoções universais, é involuntário e fisiológico: todos sentem. Mas o que será feito com esse impulso pode ser uma escolha, de acordo com a monja  Coen, primaz da Comunidade Zen Budista. "Podemos controlar o que fazemos com as nossas emoções. Para isso, é preciso saber reconhecê-las e nomeá-las." É aí que entra a meditação.



ATENÇÃO PLENA

"É como arrumar a casa", define Stephen Little, instrutor de práticas de redução de estresse e de autocuidado do Hospital Israelita Albert Einstein. "Meditar ajuda a criar caminhos neurológicos mais claros. É como abrir uma brecha entre a emoção e o instante da decisão."

Como o foco da atenção é redirecionado  - por exemplo, para a respiração - a técnica treina a concentração, fundamental para manter o controle. As distrações contribuem para que sejamos levados pelas emoções, no estilo "deixa a vida me levar", explica Little.

Em um mundo de distrações, concentrar-se não é nada fácil. Quem nunca meditou pode achar a prática difícil pelo simples fato de precisar ficar quieto, sem estímulos externos. O jeito mais simples de conseguir isso é prestando atenção à respiração. Mas há outras formas, como repetir mentalmente uma palavra ou expressão ou deixar o pensamento fluir.

O único porém é que os efeitos não são imediatos. Os melhores resultados aparecem em estudos com pessoas que praticam a técnica há mais de dez anos. "Mas dá para ter uma boa diferença em oito semanas", incentiva Kozasa. Ela se refere a um programa de 45 minutos por dia, com acompanhamento.

A curto prazo, na hora que der vontade de rodar a baiana, o velho truque de controlar a respiração ajuda de verdade (veja abaixo como isso pode ser feito).
A psicóloga Ana Maria Rossi, autora do livro "["Autocontrole"]':http://livraria.folha.com.br/catalogo/1094898/autocontrole-nova-maneira-de-gerenciar-o-estresse (Best Seller, 208 pág., R$ 24,90), afirma que, quando alguém tenta se controlar, o principal erro é o de se concentrar exatamente no sentimento que quer inibir.

"Pensamos: 'Não vou ficar nervosa'. Isso só atrapalha. O cérebro não entende a negativa. É preciso mudar o foco."

Ela recomenda a técnica da visualização: "Quem tem medo de falar em público pode se imaginar em uma situação de completo domínio."

Para José Roberto Leite, não basta só pensar no controle emocional. "Controlar as emoções é apenas um dos aspectos. Se eu não tenho ataques de raiva ou de ansiedade, mas como desesperadamente, não adianta nada. Há vários tipos de controle."

Segundo ele, é comum a pessoa priorizar uma das áreas --a profissional, por exemplo-- em detrimento das outras. "Há várias esferas: a física, a psicológica, a profissional. É preciso encarar a vida como uma empresa que tem que ser gerenciada em vários aspectos, senão vai à falência."


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1072943-aumente-seu-autocontrole-com-tecnicas-de-meditacao.shtml

Sabemos o  quanto a meditação hoje é indispensável para uma vida plena, com mais saúde e menos estresse. 

E é interessado em lhe oferecer uma nova maneira de se cuidar, de se conhecer e de se relacionar com o todo que o Instituto Nacional de Meditação oferece palestras gratuitas, semanalmente, para compartilhar os benefícios da Meditação Transcendental, técnica milenar com comprovações científicas.

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Sexta-feira, dia 20 de abril às 12h30. 
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domingo, 8 de abril de 2012

Meditação ajuda idosos a tratar doenças crônicas

 Pesquisa da Unifesp mostra melhoras também na postura, disposição, sono, entre outros.

Primeiro passo: recuperar a percepção sensorial. Não sinta apenas os pés sobre o chão, mas, sim, sinta os pés, perceba-os separadamente. Segundo passo: respirar profundamente. Leve o ar até o baixo-ventre, movimentando o músculo do diafragma. Valorize as pausas após a inspiração e a expiração, fazendo uma respiração em quatro tempos.
Essa receita fez com que idosos da periferia de São Paulo melhorassem a qualidade do sono e se curassem de problemas como hipertensão, diabetes, depressão, dores físicas, entre outras doenças crônicas. A prática da meditação interferiu não apenas na saúde, mas transformou a vida dessas pessoas, trazendo outro benefício: qualidade de vida.
Um projeto desenvolvido pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) no Hospital Geral de São Mateus, na zona leste da capital paulista, está acompanhando 140 idosos que adotaram técnicas de meditação para alterar o estilo de vida. Após dois meses de acompanhamento em um primeiro grupo de 70 pessoas, 59 deles (84%) afirmaram praticar meditação ao menos uma vez por dia. Os 11 restantes disseram meditar ao menos uma vez por semana.
Nesse grupo que manteve o hábito diário, resultados preliminares mostram que 71% melhoraram a postura e o humor (42 pessoas), 64% a respiração (38), 62% a disposição (37), 57% o sono e a alimentação (34) e 45% acusaram melhora em relação a suas doenças crônicas (27). Uma parte deles melhorou ainda o hábito intestinal, dores físicas e a memória.
Já no grupo que afirmou fazer meditação apenas uma vez por semana, houve melhora em relação à postura, alimentação, respiração, hábito intestinal, sono e humor – porém, em percentual mais baixo. Não houve alteração em relação a disposição, memória, dores físicas e doenças crônicas.
De acordo com os pesquisadores, coordenados por Fernando Bignardi, médico homeopata, geriatra, gerontólogo e coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unifesp, “a meditação tem se mostrado um importante recurso de promoção de saúde e transformação de vida". Bignardi conta que, "com a prática da meditação, observou-se um resgate do sentido da vida e da libido, acarretando saúde e bem-estar”.

Quarto nível 

Segundo Bignardi, a meditação é um recurso que permite ao ser humano atingir um quarto estágio de consciência, reconhecido pela neurociência. Os três primeiros níveis são: a vigília, o sono e o REM (sigla em inglês que significa movimento rápido dos olhos; é o sono dos sonhos).
Além da percepção sensorial e da respiração profunda, quem medita tem mais outros dois passos. O primeiro é reconhecer sua verticalidade. Ou seja, a prática é feita na postura vertical: sentado, em pé ou até andando, só não deitado (existem exceções). E, por último, diz Bignardi, a formação de uma âncora: toda vez que um pensamento roubar sua concentração, é preciso trazê-la de volta para o ato meditativo.

- Na meditação, o cérebro está funcionando em ondas cerebrais mais lentas, que normalmente se apresentam em sono profundo. Só que, na meditação, as pessoas têm essas ondas cerebrais em estado de alerta.
Segundo Bignardi, a partir da meditação (que foi a única intervenção nos participantes), observou-se mudanças na atitude mental.
- Isso era seguido de alinhamento postural, mesmo sem prática de fisioterapia. Essas pessoas passaram a respirar conscientemente ao longo do dia. Passaram a ter um sono reparador. Houve grande resposta no ritmo da vida.

Missão de vida 

A explicação para o potencial da meditação, segundo o professor da Unifesp, tem a ver com a missão que cada um tem na vida. Desviar desse caminho, diz o médico, é abrir as portas para as doenças.
- Todos nós temos uma razão para nossa vida, uma razão essencial. E, muitas vezes, as intempéries do cotidiano nos desviam disso. Nesse processo, o organismo reage com uma doença, que é um mecanismo para alertar a pessoa que ela precisa voltar para seu caminho original. A meditação possibilita a reconexão com a sua dimensão essencial.
Bignardi explica que, ao se trabalhar o homem num modelo quântico, e não mecânico, o humano é compreendido em cinco dimensões: física (em que se manifestam as doenças crônicas e dores físicas); metabólica (alimentação); vital (hábito intestinal, respiração, sono e disposição); mental (memória e humor, além da postura, que está na transição com a dimensão vital); e a supra-mental (em que age a meditação).
O que o hábito meditativo faz, diz o médico, é agir na última dimensão, a supra-mental, e, com isso, passa a agir nas outras dimensões por efeito cascata, interferindo, portanto, na memória, humor, postura, respiração, sono, disposição e assim por diante, até chegar ao começo, onde se encontram as dores físicas e doenças crônicas.
É por esse motivo que, no projeto na zona leste de São Paulo, aqueles que praticaram meditação todos os dias conseguiram modificações nas doenças crônicas, enquanto que os que só praticaram uma vez na semana não foram tão longe. O efeito cascata não alcançou as doenças crônicas.

Matéria disponível em:  http://noticias.r7.com/

A Meditação Transcendental é benéfica em qualquer faixa etária, independente de crenças ou religião – é uma técnica simples, estudada cientificamente capaz de proporcionar saúde e qualidade de vida para quem a pratica.

Venha participar da próxima palestra gratuita que acontece na segunda-feira, dia 09 de maio de 2012 às 20h30.  

Confirme sua presença pelo tel.: (11) 3073-0872 ou pelo e-mail: contato@institutodemeditacao.com.br